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União Europeia e Estados Unidos devem aumentar importações de café


O Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS), do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgou seu relatório de Mercados e Comércio Mundial, incluindo uma visão geral prevista do comércio de café em 2020/2021.


O relatório semestral, publicado em junho e dezembro, inclui dados sobre comércio, produção, consumo e estoques mundiais e norte-americanos, bem como análise dos desenvolvimentos que afetam o comércio mundial de café. Os impactos da covid-19 foram levados em consideração na preparação do relatório 2020/2021.


O USDA FAS prevê que a produção mundial de café para 2020/21 seja 9,1 milhões de sacas de 60 quilos a mais que no ano anterior, para um recorde de 176,1 milhões.


O Brasil representa a maior parte do ganho, pois sua colheita de arábica entra no ano do ciclo de produção bienal e a de canéfora atinge uma produção recorde. As exportações mundiais deverão ser mais altas, principalmente com a força do Brasil. Espera-se que os estoques finais globais subam para um nível de seis anos, à medida que a produção ultrapassa o consumo.


Os preços do café, medidos pelo índice mensal de preços compostos da Organização Internacional do Café (OIC), recuaram, nos últimos meses, para uma média de US $ 1,04 por libra em maio de 2020.


Brasil


O relatório prevê que a produção brasileira de arábica ganhe 6,8 milhões de sacas acima da temporada anterior, para 47,8 milhões. As boas condições climáticas prevaleceram na maioria das regiões cafeeiras, apoiando o estabelecimento e desenvolvimento de frutos, resultando em altos rendimentos.


O USDA FAS espera que grande parte da colheita de arábica, iniciada entre maio e junho, e a qualidade da colheita sejam melhores que a anterior.


Prevê-se que a produção do canéfora ganhe 1,8 milhão de sacas, para um recorde de 20,1 milhões. Espera-se que chuvas abundantes aumentem a produtividade nos três principais estados produtores do Espírito Santo, Rondônia e Bahia. Além disso, a expansão de mudas clonais e técnicas aprimoradas de gerenciamento de culturas devem ajudar o ganho deste ano. A maioria da colheita do canéfora começou em abril e maio. A colheita combinada de arábica e canéfora está prevista em 8,6 milhões de sacas, para um recorde de 67,9 milhões. Espera-se que aproximadamente metade do ganho da produção seja exportada, com o restante armazenado.


Vietnã


A produção do Vietnã está prevista em 30,2 milhões de sacas, queda de 1,1 milhão em relação à safra recorde do ano passado. Prevê-se que a área cultivada permaneça inalterada em relação ao ano passado, com mais de 95% da produção total remanescente como canéfora (robusta).


O início da estação chuvosa foi seco, seguido de precipitação abaixo da média em muitas das principais áreas de cultivo. Os meses de fevereiro a maio são normalmente secos e o café requer irrigação durante esse período para garantir uma boa floração. No entanto, os baixos preços do café desincentivam os custos de irrigação, reduzindo a produtividade de alguns produtores.


As exportações do grão estão previstas em 24 milhões de sacas, enquanto os estoques devem permanecer elevados.


Colômbia


A produção de arábica da Colômbia deverá aumentar em 300.000 sacas, para 14,1 milhões em condições favoráveis ??de crescimento e rendimentos mais altos. As exportações do grão, principalmente para os EUA e a União Europeia, devem aumentar em 400 mil sacas, para 12,4 milhões. Com o consumo também subindo, o USDA FAS espera que os estoques finais sejam ligeiramente inferiores.


Indonésia


A produção da Indonésia deve cair 400.000 sacas para 10,3 milhões com a produção mais baixa de canéfora (robusta). As chuvas atrasadas no sul de Sumatra e Java, onde aproximadamente 75% da colheita de robusta são cultivadas, diminuíram a produção.


A produção de arábica, situada no norte de Sumatra, teve condições favoráveis ??de crescimento e deve aumentar a produção em 50.000 sacas, para 1,3 milhão. Espera-se que os estoques finais permaneçam elevados em 2,6 milhões de sacas, já que os preços atuais oferecem pouco incentivo para reduzir os estoques. Prevê-se que as exportações do grão caiam 200.000 sacas, para 5,9 milhões.


Índia


A produção da Índia deve ganhar 400.000 sacas, para 5,3 milhões milhões de sacas, já que o clima favorável durante o período de floração e frutificação deverá melhorar os rendimentos de arábica e robusta. A previsão é de que as exportações do grão caiam 300.000 sacas, para 3,3 milhões, enquanto os estoques devem aumentar levemente.


América Central


A produção total da América Central e do México deve aumentar em 600.000 sacas, para 18 milhões de sacas. O relatório diz que a ferrugem do café permanece na região e continua impactando a produção.


O USDA FAS espera que Honduras seja responsável por quase todo o crescimento da região, com aumento de 500.000 sacas, para 6,1 milhões em condições favoráveis ??de crescimento, juntamente com o aumento da aplicação de fertilizantes para aumentar os rendimentos. Honduras responde por cerca de um terço da produção da região.


México e Guatemala respondem por cerca de 20% da produção da região e continuam implementando programas para substituir árvores por variedades resistentes à ferrugem.


A produção da Nicarágua deve cair pelo terceiro ano consecutivo com rendimentos mais baixos devido à ferrugem do café.


As exportações combinadas do grão para a América Central e o México estão previstas em 14,5 milhões de sacas. Mais de 45% das exportações da região são destinadas à EU, seguidas por cerca de um terço para os EUA.


Importações


As importações da União Europeia devem aumentar em dois milhões de sacas para 49,5 milhões e representem quase 45% das importações mundiais de grãos de café. Os principais fornecedores incluem o Brasil, com 29%, Vietnã, com 23%, a Colômbia, com 7% e as Honduras, com 6%. Os estoques finais devem aumentar em 1,0 milhão de sacas, para 14,5 milhões.


Os Estados Unidos devem aumentar suas importações para 27 milhões de sacas. Os principais fornecedores incluem o Brasil, com 24%, a Colômbia, com 22%, o Vietnã, com 16% e Honduras, com 6%.


As informações são do Global Coffee Report / Tradução Juliana Santin

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