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Minas Gerais tem faturamento de café estimado em R$ 17 bilhões


Dados do Sumário Executivo do Café - agosto 2020 e do Valor Bruto da Produção (VBP) - julho 2020, analisados pelo Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, apontam que o valor bruto da produção das lavouras brasileiras foi estimado para 2020 em R$ 493,9 bilhões, tendo como base principal o volume da safra anual e os preços médios recebidos pelos produtores agrícolas de 21 culturas, que foram analisados de janeiro a julho.


Um ranking das seis principais culturas em termos de arrecadação indica que a soja se mantém em primeiro lugar e deverá faturar R$ 181,45 bilhões, o que representa um aumento de 22,4% se comparado com 2019. Depois vem o milho, com R$ 78,77 bilhões (+15%), seguido da cana-de-açúcar, com R$ 63,74 bilhões, sem nenhuma variação expressiva em relação ao ano passado. Na sequência, destaca-se o algodão herbáceo com o faturamento estimado em R$ 44,07 bilhões (-3%); o café, com R$ 29,4 bilhões (+37,9%); e a laranja, com a receita bruta calculada em R$ 15,66 bilhões (+9,1%).


Com relação exclusivamente às lavouras dos Cafés do Brasil, se for estabelecida uma correlação do Valor Bruto da Produção (VBP) de todas as lavouras pesquisadas com a receita da produção de café, constata-se que Minas Gerais, maior produtor de cafés do País, tem um faturamento estimado de R$ 17,75 bilhões, o qual corresponde a 35,2% do VBP total das suas lavouras, que é de R$ 50,3 bilhões. A seguir vem o Espírito Santo, segundo maior estado produtor de café, com uma receita bruta estimada para os cafés de R$ 5,12 bilhões, montante que corresponde a 79,2% do total arrecadado de suas lavouras.


Na sequência, o estado de São Paulo, que é o terceiro maior produtor, com faturamento da cultura calculado em R$ 3,2 bilhões, o que equivale a 5% do seu VBP da produção de lavouras. O quarto colocado na produção de cafés é o estado da Bahia, que tem uma receita bruta estimada em R$ 1,43 bilhão, a qual corresponde a 5% das lavouras. Em quinto colocado está Rondônia, que deverá faturar, em 2020, a cifra de R$ 871,3 milhões com a cultura do café, receita bruta equivalente a 21% do VBP das suas lavouras. Por fim, em sexto lugar, vem o estado do Paraná, com uma receita calculada em R$ 514,28 milhões, montante que corresponde a 0,88% do total a ser arrecadado com as suas lavouras. Vale destacar ainda que o faturamento bruto da cafeicultura de Minas Gerais representa 60,3% do faturamento nacional da lavoura cafeeira.


Com relação à produção mundial de café, a projeção de volume total produzido no ano cafeeiro 2020/2021 é de 176,1 milhões de sacas de 60 kg, o que representa um aumento de 5,5% se comparado com as 166,9 milhões de sacas produzidas no ano cafeeiro 2019/2020. Com relação à produção da espécie arábica, o volume projetado é de 101,8 milhões de sacas, um aumento de 8,5% nos mesmos termos de comparação, ao passo que o café canéfora (conilon) apresentou um aumento de 1,6% ao atingir 74,3 milhões de sacas de 60 kg. Pode-se concluir que a produção do café da espécie arábica será responsável por 57,8% do total mundial no ano cafeeiro de 2020/2021, enquanto a de canéfora representará 42,2%.


Segundo o relatório, na safra atual o café arábica ocupa uma área de 1,51 milhão de hectares, com produção média estimada de 44,58 milhões de sacas de 60 kg e produtividade média de 29,77 sacas por hectare. Quanto ao canéfora, destaca que a área em produção é de 371,1 mil hectares, com produção média estimada de 14,9 milhões de sacas e produtividade média de 40,4 sacas por hectare. De acordo com esses dados, somadas as duas espécies, em 2020 o total da produção brasileira será de 59,5 milhões de sacas de 60 kg, em média, numa área de 1,88 milhão de hectares, com produtividade média de 31,6 sacas por hectare.


O relatório completo está disponível aqui.


As informações são da Embrapa Café.

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