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Centro de Engenharia e Automação do IAC comemora 51 anos com evento online


O Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, completa 51 anos e, para comemorar, foi realizado um evento online com o tema Evolução da mecanização agrícola no Brasil.


O evento contará com a participação de Gustavo Junqueira, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo; Marcos Antônio Machado, diretor-geral do IAC; Márcio Hasegawa, do grupo Hasegawa; João Roberto Amaral Júnior, do grupo Andrade; e Wanderson Tosta, do grupo Jacto. Os interessados em participar devem se inscrever no site.


Instalado na cidade de Jundiaí, o CEA reúne equipe de pesquisadores especializada em diferentes segmentos do agronegócio e abriga reconhecidos programas como Aplique Bem, Adjuvantes da Pulverização, Quepia e Unidade de Referência. Lidera, ainda, projetos considerados disruptivos nas áreas ambiental e de mecanização agrícola.


O diretor-geral do IAC, Marcos Antônio Machado, relembra que foi o pioneirismo do Centro de Engenharia e Automação que colaborou com a mecanização do campo. "Foram as pesquisas conduzidas no CEA que possibilitaram o protótipo da primeira colhedora de café, cujo desenvolvimento foi então assumido pela Jacto e representa ainda hoje um dos principais produtos do agro paulista e brasileiro", afirma.


Durante o evento, serão discutidas as contribuições do Centro de Engenharia e Automação e suas futuras ações. O pesquisador do IAC, Hamilton Humberto Ramos, responsável pelos programas Aplique Bem, Adjuvantes da Pulverização, Quepia e Unidade de Referência, será um dos palestrantes. Na apresentação, ele abordará o impacto dessas pesquisas na saúde dos trabalhadores rurais, no ambiente e os reflexos financeiros decorrentes de economias dos recursos aplicados nos manejos agrícolas.


O programa Aplique Bem, uma parceria com a UPL, avalia pulverizadores em uso com base na ISO 16122 e realiza o treinamento de trabalhadores para o uso de defensivos. A atividade é feita com laboratórios móveis, chamados TechMóveis, levados às propriedades rurais do país. "No Brasil, cerca de 71,5 mil trabalhadores já foram capacitados para aplicar corretamente defensivos agrícolas, com maior eficiência para a lavoura e maior segurança para o ambiente e as pessoas", explica Hamilton. O Programa já foi transferido para seis países.


Esses programas e a Unidade de Referência em Tecnologia e Segurança na Aplicação de Defensivos Agrícolas são iniciativas reconhecidas por transferir qualidade, eficácia e segurança nos tratamentos fitossanitários em pequenas, médias e grandes propriedades.


O Quepia é fruto da parceria entre o IAC e empresas fabricantes de vestimentas de proteção para a aplicação de defensivos, com o objetivo de pesquisar e desenvolver a qualidade desses EPI na agricultura. O resultado desse trabalho é o pioneirismo do Brasil na adoção de normas ISO relacionadas à qualidade para vestimentas de proteção de aplicadores de defensivos disponibilizadas no mercado. "O sucesso levou à redução do índice de reprovação dos EPI certificados pelo Quepia de 80% para 20% em 13 anos de existência do Programa", avalia o pesquisador. Já o Programa Adjuvantes da Pulverização busca desenvolver parâmetros para analisar e classificar a funcionalidade desses produtos.


Durante a comemoração dos 51 anos do CEA serão divulgados também contribuições que envolvem o desenvolvimento de novos métodos de ensaios de máquinas e componentes, como o método e equipamentos necessários para avaliação da qualidade de cardans agrícolas, e os trabalhos na área de engenharia de biossistemas, integrando máquina, planta e ambiente.


As informações são da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.


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