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Agrivalle realiza debate sobre cafeicultura e controle biológico de pragas


No dia 18 de maio a Agrivalle, empresa do segmento de bioinsumos (produtos biológicos, nutrição vegetal, adjuvantes e inoculantes), realizou a 3ª edição do Agro em Debate, evento que discutiu o tema “Sustentabilidade na produção de café”.

A pesquisadora da Embrapa, Dra. Rose Monnerat, que também é bióloga e doutora em agronomia na área de patologia de invertebrados e membro do portfólio de bioinsumos da Embrapa e do programa nacional de bioinsumos do MAPA, abriu o evento trazendo mais informações sobre a importância do controle biológico e a responsabilidade da Embrapa e das empresas em estarem cada vez mais atentas na produção, formulação o desenvolvimento de controle biológico e bioinsumos.

"A demanda do mercado tem mudado e a agricultura mais saudável tem sido pedida cada dia mais. Seja por questões ambientais, da sociedade, comunidades tradicionais, agroecologistas, pressões externas, mas também pelo preço dos produtos. Em conversa com cafeicultores, eles têm dito que usar os produtos químicos na cultura do café tem inviabilizado o controle destas pragas e da própria cultura. Por isso, estão voltando a busca por bioinsumos e controle biológico", explica a pesquisadora.

O controle biológico é uma prática milenar e vem sendo utilizada desde o século III pelos chineses, através de formigas predadoras para o controle de pragas na cultura dos citros. Em 1888, segundo Rose, há registro do uso dos primeiros casos de sucesso, com a utilização de besouro para o controle de pulgão branco na Califórnia.

De acordo com a CropLife, o Brasil tem crescido na utilização de biopesticidas e tem registros que desde 2016 o crescimento foi de 20% ao ano. Atualmente, existe no país uma área de aproximadamente 10 milhões de hectares já tratados por estes produtos. Em 2020, foram consolidados mais de R$ 1.179 bilhões de reais e um crescimento de 70% com relação a 2019. O que mostra o quanto o campo vem se beneficiando e optando por este tipo de controle.

O uso de organismos vivos para suprimir pragas específicas tornarão as pragas e doenças menos danosas à planta. Hoje, o café tem inimigos que tiram o sono do produtor, como a broca do café, o bicho mineiro, o ácaro vermelho, as cigarrinhas e, doenças causadas por bactérias, fungos e nematóides.

O controle de insetos-praga pode ser feito através de microrganismos (vírus, fungos e bactérias,) e/ou de macroorganismos (parasitóides e predadores). Os vírus e bactérias levam os insetos à morte após serem ingeridos. Já os fungos iniciam a infecção após o contato com a cutícula do inseto. Os predadores são insetos benéficos que se alimentam de insetos-praga e os parasitóides precisam de um hospedeiro para completar seu ciclo de vida, colocando seus ovos dentro das pragas ou larvas de insetos levando-os à morte.

O controle de doenças causadas por bactérias, fungos e nematóides pode ser feito com bactérias e fungos antagonistas que atuam de diversas formas, entre elas pela produção de substâncias inibidoras ou voláteis.

“Hoje contamos com formulações de produtos que atuam em múltiplas funções que vão da proteção à redução de sinais que os patógenos precisam para encontrar a raiz, aumentando a diversidade de microrganismos, favorecendo a planta e o solo. Com uma combinação de diferentes espécies e gêneros de microrganismos, nós temos como resultado produtos que atuam em diferentes fases dos fitopatógenos desde escleródios e hifas de fungo, ovos, juvenis e adultos de nematóides, fornecendo uma maior amplitude de ação e maior capacidade dos microrganismos se estabelecer no solo”, complementa Isabella Kitano, pesquisadora da Agrivalle.

O produto deve ser utilizado com a indicação e receita de um agrônomo.

Para acompanhar o Agro em Debate, acesse: https://agroemdebate.agr.br/.

Fonte: Café Point

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