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Índice de Confiança do Agronegócio bate recorde


É o melhor resultado desde o início da série histórica

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e a CropLife Brasil divulgaram, nesta terça-feira (24), o Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) referente ao terceiro trimestre de 2020. O resultado superou a média histórica e bateu um recorde de 127 pontos.

O indicador avalia a percepção das indústrias de insumos e transformação ligadas ao agro, além das cooperativas e produtores, em relação à uma série de indicadores econômicos e de competitividade do setor. O otimismo é alcançado quando o índice está acima dos 100 pontos.

São avaliados: Índice de Confiança das Indústrias, Índice de Confiança das Indústrias Depois da Porteira, Índice de Confiança das Indústrias do Produtor Agropecuário, Índice de Confiança das Indústrias do Produtor Agrícola e Índice de Confiança das Indústrias do Produtor Pecuário.

Vamos ver como cada segmento se comportou:

Índice de Confiança das Indústrias: o setor manteve a trajetória de crescimento iniciada no trimestre anterior, com alta de 13,8 pontos chegando a 122,9. A confiança das empresas de insumos agrícolas aumentou pelo terceiro trimestre consecutivo, saindo do pessimismo observado no primeiro trimestre (86,2 pontos) para 122 pontos no atual levantamento. A alta é explicada pela boa relação de troca por insumos, que estimulou a negociação antecipada de fertilizantes e defensivos.

Índice de Confiança das Indústrias Depois da Porteira: o segmento também apresentou alta de 10,9 em seu índice, fechando em 123,3 pontos. Muitos aspectos que já haviam contribuído para a alta desse índice no trimestre anterior continuaram a ter influência positiva como a alta das exportações e melhora de cenário para alguns produtos como açúcar e etanol.

Índice de Confiança das Indústrias dos Produtor Agropecuário: o índice fechou o terceiro trimestre em 132,7 pontos, com alta de 17,5. A percepção a respeito das condições do próprio negócio melhorou devido a uma série de aspectos, como o aumento dos preços dos produtos agropecuários e a disponibilidade de crédito.

Índice de Confiança das Indústrias do Produtor Agrícola: subiu 16,5 pontos no trimestre, atingindo 133,4 e superando o recorde anterior, do final do ano passado. Como estímulo a este item estavam os preços das commodities em alta, como milho e soja, e não houve problemas de liberação de recursos do crédito rural.

Índice de Confiança das Indústrias do Produtor Pecuário: a percepção a respeito dos preços, do crédito rural e da produtividade influenciou a alta de 20,4 do índice dos produtores pecuários, registrando 130,7 pontos. Tanto o boi gordo quanto o leite mantiveram-se em alta nos últimos meses.

As entrevistas para o IC Agro foram realizadas em setembro. O diretor titular do Departamento do Agronegócio da Fiesp, Roberto Betancourt, destaca que no mês o Brasil vivia uma recuperação dos efeitos da Covid-19, no entanto, há uma insegurança até o final do ano se houver a chegada da segunda onda no país, o que pode interferir na decisão para as próximas tomadas. “Caso confirmado, isso pode afetar de forma negativa os negócios e a confiança na economia”, avalia.? Alguns outros fatores também preocupam como as reformas, tanto na esfera estadual, quanto na federal.

Fonte: Agrolink

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